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Enquanto Zema enfrenta o sistema em Brasília,

o Novo no Pará se rende ao velho jogo político

Ao longo dos últimos anos, ogovernador de Minas Geraisdeixou de ser apenas um ges-tor eficiente para se transfor-mar em um símbolo político:o homem que desafia o poder,que confronta o Judiciário,que critica abertamente o Su-premo Tribunal Federal e, emespecial, figuras como GilmarMendes.Seu discurso é direto. Incô-modo. E, para muitos, neces-sário, Zema fala em limitesinstitucionais, questiona oavanço do Judiciário sobre apolítica e sustenta uma nar-rativa de coragem, uma pos-tura que o colocou no radarnacional como possível pro-tagonista da direita brasileiranos próximos anos.E o Pará?Mas enquanto essa imagem sefortalece em Brasília e nas re-des sociais, um episódio ocor-rido a milhares de quilômetrosde distância e levanta uma per-gunta incômoda:O partido de Zema está àaltura do discurso que eledefende?No Pará, o que se viu foi outrahistória.O Partido Novo começou o ci-clo eleitoral no estado tentan-do construir algo que semprefoi sua promessa: uma alter-nativa à política tradicional.Com discurso técnico, militân-cia em crescimento e tentativade organização local, o partidoensaiava dar um passo alémda irrelevância regional.Foi nesse cenário que surgiuuma oportunidade.O ex-senador Mário Couto,figura conhecida no estadoe identificado com a direita,ficou sem espaço dentro doPartido Liberal, mesmo es-tando em terceiro lugar emtodas as pesquisas, chegandoa pontuar 19% antes de lançarsua pré candidatura. A legen-da preferiu outro caminho:uma aliança com Dr. Daniel,ex-prefeito de Ananindeua, enome competitivo e em pri-meiro lugar nas pesquisas,mesmo sendo oriundo da es-querda, e nunca ter falado oucomentado sobre votar emFlávio Bolsonaro ou o próprioAbril/267Os “Companheiros”do NOVO no Pará Romeu Zema.Mas, fora do jogo no PL,MárioCouto encontrou no Novouma nova chance.O convite foi feito. A filia-ção aconteceu. Houve sole-nidade, discurso, e anúnciode pré-candidatura. Por umbreve momento, parecia queo Novo finalmente teria umnome com densidade políticano Pará.Mas durou pouco.No apagar das luzes, no últi-mo momento possível, o par-tido recuou. Mário Couto foideixado de lado, e sua candi-datura desapareceu. E o Novopassou a orbitar exatamenteo mesmo grupo político que,dias antes, representava o ca-minho que o próprio partidodizia combater.A mudança foi brusca. E,para muitos, inexplicávelNos bastidores, começaram asurgir versões. Conversas, in-sinuações sobre articulaçõespolíticas mais amplas, nego-ciações silenciosas e interes-ses que não vieram a público.Nada oficialmente confirma-8 Abril/26do, mas suficiente para levan-tar dúvidas.E é aí que o problemadeixa de ser regionalPorque o Partido Novo não éapenas mais um partido lo-cal. Ele carrega uma marcanacional construída com baseem três pilares: coerência, in-dependência e ruptura com avelha política.E quando essa marca entraem contradição com a práti-ca, o impacto ultrapassa qual-quer estado.O caso do Pará não é apenasuma troca de candidato.É um teste de consistência.Enquanto Zema confronta osistema e constrói sua imagemcomo alguém que não se dobra,o episódio no Pará sugere que,na base, o partido ainda enfren-ta as mesmas pressões, os mes-mos interesses e as mesmastentações que sempre criticou.E isso cria um ruído.Um ruído que pode crescer.Porque política não vive apenasde discurso, vive de coerênciaentre o que se diz e o que se faz.Se o Novo quer sustentar umDr. Daniel, une a DIREITAcom a ESQUERDA no ParáDr. Daniel, e o vice presi-dente Geraldo AlckminDr. Daniel, e o presidentedo PSB Carlos SiqueiraDr. Daniel, e o ex senadordo PT Paulo Rochaprojeto nacional com Zemacomo protagonista, precisaráresponder a uma pergunta sim-ples, mas decisiva:É possível combater o sistemano topo… enquanto se negociacom ele na base?A resposta, por enquanto, nãoveio em nota oficial.Veio nos bastidores.E, como quase sempre aconte-ce na política brasileira, os bas-tidores dizem muito mais doque os discursos.

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